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Reintegração no trabalho: quando ela é aplicada e como funciona

  • Foto do escritor: Rodrigo Sarruf
    Rodrigo Sarruf
  • 9 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura


A reintegração é um dos temas que mais geram dúvidas nas empresas. Ela ocorre quando um trabalhador demitido sem justa causa tem o direito de retornar ao emprego por determinação judicial, por conta de fatores que impedem a rescisão imotivada. Entender como funciona evita riscos, litígios e custos inesperados. O que é reintegração?

É o retorno do empregado ao cargo que ocupava antes da demissão, normalmente quando a dispensa é considerada ilegal ou arbitrária. Isso pode ocorrer por estabilidade provisória (gestante, acidente de trabalho, dirigente sindical, pré-aposentadoria, entre outras) ou por vício no processo de dispensa, como em casos de empregados doentes e em tratamento.


Como funciona na prática

  1. Ação judicial: o trabalhador contesta a demissão.

  2. Análise da estabilidade: o juiz verifica se, no momento da rescisão, havia proteção legal contra a dispensa.

  3. Decisão: se reconhecida a ilegalidade, o empregado retorna ao cargo.

  4. Efeitos: a empresa deve pagar salários do período afastado e restabelecer benefícios.


Documentos importantes

  • Termo de rescisão

  • Comunicação de acidente de trabalho (se houver)

  • Comprovantes de estabilidade

  • Registros de pontoEsses documentos ajudam a comprovar se a dispensa foi legal.

Quando a reintegração NÃO se aplica

  • Demissão por justa causa válida

  • Término de contrato temporário

  • Estabilidade não prevista em lei ou convenção

  • Casos em que o vínculo se tornou inviável, sendo substituído por indenização (a critério judicial)

Benefícios reais da compreensão correta

Para empresas: redução de litígios, previsibilidade e segurança jurídica.Para trabalhadores: proteção do emprego em situações específicas previstas na lei.

Erros comuns

  • Demitir sem verificar estabilidades ativas

  • Falta de documentação

  • Desconhecimento de normas coletivas

Quando buscar orientação jurídica

Sempre que houver dúvida sobre estabilidade, riscos da demissão ou adequação documental. Conhecer a legislação nem sempre é suficiente, pois a Justiça do Trabalho a interpreta e “cria” novas obrigações, ainda que não estejam expressamente na lei. A análise preventiva evita ações e custos maiores.

 
 
 

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